Pequena Amplitude é uma extensão da minha voz e dos meus pensamentos porque nem sempre temos tempo e oportunidade de falar o que pensamos ou de ser quem somos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Gostar ou não gostar?


Afinal, por que a gente gosta de algumas coisas e não gosta de outras?
Se você gosta de algo é porque tem um sentimento bom em relação a isso. Sente paz, prazer, alegria, qualquer coisa boa...
Se você não gosta de alguma coisa é porque isso não lhe causa nenhum sentimento bom. Mas pode ser que lhe não cause nada, o que necessariamente não quer dizer que cause um sentimento ruim.
Portanto, não gostar não é o mesmo que odiar. Quem odeia não suporta, tem um sentimento mau dentro de si, mas quem não gosta, simplesmente não tem sentimentos.
A falta de amor não caracteriza o ódio.
Então, se alguém não gosta de você, pode ser que essa pessoa simplesmente não conheça você e não que seja sua inimiga.
Tem muita gente de quem eu não gosto porque não as conheço e, por isso, não posso ter nenhum sentimento para com essas pessoas.
Mas tem muito pouca gente que me causa um sentimento ruim, pessoas que talvez eu odeie. Ou talvez, não. Talvez eu só odeie algumas de suas atitudes... É errado odiar, eu sei. Deve-se amar o próximo, mas, às vezes, não se podem evitar certos sentimentos...

segunda-feira, 1 de março de 2010

My Medley


If I was young I’d flee this town, I’d bury my dreams underground because it’s no better to be safe than sorry... This was the sound of my soul: I had the feeling that I belonged, I had the feeling I could be someone… But everything was dust in the wind… It was under my skin, but out of my hands…
And these days the stars seem out of reach… Wise men say “Just walk this way”, but I don’t because if I fail, if I succeed, at least I live as I believe. You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one…
I remember all my life, every step I took, little things I should have said and done, I just never took the time. Sometimes I asked myself “Is there a heaven in the sky?” Because time could never mend the careless whispers of good friends… And my father, my mother, if they said “Why, why?”, I told them this was human nature… Because they never said: I’ll stand by you…
And what did I get when I fell in love? I was so confused, feeling like I’d just been used, and all by myself I didn’t want to be. Then someone said: ‘Just take my hand, hold it tight.” And, as women who have made mistakes are a little afraid and don’t like taking chances, at first I was afraid, I was petrified. Some people said “I bet they will never make it”, but lucky I’m in love with my best friend. Baby you’re all that I need when you’re lying here in my arms, and if you go, I wanna go with you, but, of course, loving would be easier if the colors were like my dreams: red, gold and green…
If I had to do the same again I would, my friend… Advice for a younger heart: Soon you will be older… Don't make it bad, take a sad song and make it better, remember to let her into your heart, then you can start, to make it better… So what is a man, what has he got? If not himself, then he has naught to say the things he truly feels and not the words of one who kneels…

They say...


They say I’m fat, but I’m much healthier than them…
They sat I’m lazy, but I do everything I have to in a simple way and try to enjoy some moments…
They sat I’m poor, but I’m richer than many people who have more money than me…
They say I can’t dance very well, but I’m not afraid of moving…
They say I can’t cook, but I wouldn’t die if I were hungry…
They say I’ve taken the wrong choice, but some of them haven´t chosen anything…
They say I’m old, but their minds are much older than mine…
They say I’m a dreamer, but they can’t dream anymore…
They tell me not to lie, but they forget to say the truth...
So they will always say these things to you, to me and to everyone else who listens to them. But we can’t give up, we can’t surrender, we have to stand up and face them because they are usually wrong. Who are they? Take a look around you and you will see…
However, don’t forget the ones who sometimes don’t say anything but who are always there when you need someone.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Papo de criança

Criança é um barato! Outro dia eu estava indo para o mercado e decidi alongar o caminho pelo parque. Como era um sábado à tarde, havia muitas crianças brincando por lá enquanto suas mães papeavam nos bancos.
Passei por um grupinho de crianças que estava brincando com um daqueles laptops infantis. Um garotinho estava dizendo: “Ei, Pedrinho, tome cuidado com o brinquedo da Alice porque o pai dela pagou caro, hein?” E a dona do brinquedo consentiu: “É verdade, meu pai pagou caro, mesmo.” O primeiro garotinho falou de novo: “Quanto? Uns 145?” E a menina respondeu: “Não, né? A gente também não é rico...”
Como é que eles podiam falar de valores sem saber do que estavam falando? Só eles, mesmo!
Então, o meu caminho terminou. Atravessei a rua e cheguei ao mercado. Enquanto escolhia algumas coisas, ouvi uma menininha pedir algo a sua mãe. A mulher respondeu: “Ah, filha! Não dá! O dinheiro está pouco...” Mas a menina respondeu: “Não precisa de dinheiro. Use o cartão de crédito!”
Por causa disso, fiquei me lembrando de coisas engraçadas que crianças falam... Aí, quando voltei para casa, decidi escrever algumas.
Lembrei-me de ter ido a um aniversário de uma menininha de 5 anos (que hoje já é uma meninona!) e de ter visto uma outra menina entregando um presente para ela, uma miniatura de bicicleta. Sem hesitar, a aniversariante perguntou: “Foi caro isto aqui?” E a outra garotinha respondeu: “Não. Minha mãe comprou na loja de 1,99.”
Essas crianças! Já pensou se os adultos fossem tão sinceros quanto elas? E mais, se não se importassem com isso?
Depois me lembrei de ter observado duas outras crianças conhecidas conversando, um menino moreninho e uma menina loirinha. A menina perguntou ao menino quando ele veria seu pai. Ele respondeu: “Amanhã eu vou a casa dele. Vou brincar o dia inteiro.” E a menina empolgada: “Legal. Será que eu posso ir também?” Mas ele logo cortou as asinhas dela: “Fazer o quê lá se só tem negro?”
Talvez você ache que isso foi uma frase racista, mas, na minha opinião, foi apenas sincera.
Lembrei-me também de ter visto um amigo tentando ensinar um grupinho de crianças a fazer alguma coisa no computador. Ao ouvir a explicação, um dos garotos perguntou: “Tem certeza de que é assim, tio?” E, antes de ele responder, a garotinha respondeu: “Claro, né? Os adultos sabem mais do que as crianças...”
É uma pena que esse pensamento dela vá mudar logo, logo...
E eu não podia deixar de me lembrar da minha priminha. Estávamos assistindo à novela e havia uma garota deitada em sua cama pensando na briga que tivera com o namorado. Daí a menina me perguntou: “Você também deita na cama quando perde o namorado?” Eu comecei a rir e nem respondi. Mas fiz errado, porque ela nunca mais me perguntou nada assim...
É engraçado lembrar esses pequenos episódios porque, infelizmente, as conversas de criança são temporárias e as de adulto nem sempre são tão interessantes.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval


Eu adoro o feriado, mas ODEIO o Carnaval! Não sei para que ele existe.
Será que precisava de quatro dias para festejar algo que se festeja o tempo todo?
Dá para sambar, beber, suar, bagunçar e paquerar (por assim dizer) todo dia. Não precisa de feriado para isso.
É só uma desculpa para fazer coisa errada: ficar pelado sem problema, beijar todo mundo...
Pior que o ano só começa depois do Carnaval. Antes, não tem aula, não tem nada. É sempre assim: quando se acaba de festejar a chegada do ano novo, lá vêm aqueles comerciais das escolas de samba na TV... E sem contar as marchinhas terríveis do Silvio Santos! (Meu, deviam ser proibidas!)
Outro dia um cara me disse que não gosta mais do Carnaval agora que já está casado. Sincero, não?
Tem gente que ainda viaja lá para o meio da farra! Como será que eles aguentam?
Eu queria era viajar para bem longe, num lugar bem tranquilo e ficar por lá até acabar tudo, voltar só depois daquela votação chata da escola vencedora...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Desabafo



Não aguento mais tantos programas ruins na TV aberta! É Reality Show, é programa de fofoca, é gente fazendo barraco, é programa de humor que não tem graça nenhuma!... Tanta coisa que não presta e que o povo ainda assiste, com aquela velha desculpa “não tenho nada para fazer, mesmo...”
Reality Shows são insuportáveis: é Big Brother, é A Fazenda... Um povo confinado em algum lugar, sem ter nada para fazer, correndo atrás de uma grana preta... Parece que todo mundo adora ficar assistindo a essas porcarias. Até criança gosta! Parecem uma lavagem cerebral. O povo assiste, fica viciado e sai comentando por aí. E os pobres coitados que não perdem tempo com isso são obrigados a ficar sabendo das “novidades”...
Não ligue sua TV à tarde se você não tiver canais pagos ou não quiser colocar um DVD. Só tem fofoca. É gente que casa, gente que descasa, que engravida, que dá escândalo... Só porcaria! Eu não estou nem aí para a vida dos “famosos”, a minha é muito mais importante...
Ratinho, Cristina Rocha... Só barraco! Como se fosse necessário ligar a TV para ver um barraco, né? Infelizmente, sem querer, a gente acaba vendo um monte na rua mesmo... Isso porque, como dizem, “a vida imita a arte”, ou será o contrário?
Programa de humor tem uma nova definição agora: é um programa que não traz nenhuma informação e que não provoca nenhuma emoção no espectador. Mas continua no ar, é claro. Tem tanta gente assistindo...
Bom, tá. De vez em quando, aparecem coisas boas. Um filminho, um documentário sobre algo diferente, um showzinho de um bom cantor... Basta saber escolher. Quem sabe se todo mundo escolher bem, o nível cultural da programação não aumenta, né?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amor

Ocioso, como raramente se via, ele acabou se sentando na velha poltrona com um álbum empoeirado nas mãos. Nem se lembrava mais das fotos que estavam ali. Então, abriu-o e deixou-se viajar pelo tempo, olhando aquelas imagens dos momentos que não voltariam mais. E olhando para ela, que, é claro, estava ao seu lado. Como sempre havia estado.
Como eram bonitos os seus olhos! E o seu sorriso tinha uma força que ele não vira em nenhum outro. Sentia-se novamente apaixonado por ela.
Seria a mesma que chegaria do trabalho daí a pouco e começaria a contar todas as desavenças do seu dia? Talvez... Talvez a moça mais linda de sua juventude ainda estivesse em algum lugar naquela mulher.
As imagens o transportavam para o momento em que as fotos haviam sido tiradas. E ele quase respondia em voz alta quando se lembrava das conversas que tiveram. Meu Deus, como o tempo passa rápido! Nesse tempo eles jamais se imaginariam juntos, numa família de quatro pessoas, vinte anos depois!
Tinham sido felizes? Tinham aproveitado a vida?
E o filme em sua cabeça começou a rodar: ela, tão linda, entrando de noiva na igreja lotada! Eles tendo problemas com as contas nos primeiros meses do casamento... O dia em que ela lhe dissera que estava grávida: o seu primeiro filho! Será que existia uma emoção maior do que essa? E a menina? Como era carinhosa! Ela podia pedir o que quisesse que ele encontraria uma forma de agradá-la, apesar da situação financeira nunca ter sido muito fácil. Lembrou-se de ter assinado os boletins das crianças, tantas vezes, orgulhoso! Será que os filhos haviam herdado isso dele ou da mãe? Como eram inteligentes! Como ele era feliz por ser o pai deles!
Lembrou-se de todas as vezes em que a esposa encontrou uma nova ruga e veio, aos prantos, reclamar do tempo. Depois vieram os cabelos brancos e seu peso foi aumentando... Mas, ora essa, ela ainda era linda para uma mulher de quase meio século! E ele ainda a amava, não como quando nos tempos da juventude, mas muito mais!
Ele sabia que, se, de alguma forma, pudesse voltar àqueles tempos, não mudaria muita coisa. Apenas os viveria com mais intensidade... Andaria mais vezes de mãos dadas com ela... Olharia menos vezes para o relógio aos fins de semana... Levaria as crianças mais vezes para o parque... Diria mais vezes o quanto amava cada um.
Ainda estava absorto em seus pensamentos quando ela chegou. Tinha uma sacola de compras e estava reclamando porque ninguém tinha posto o lixo para fora. Devia ter tido um dia meio estressante... Ele não ouviu o que ela estava dizendo. Simplesmente tirou-lhe a sacola das mãos e disse: Amor,vamos sair para jantar hoje?